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Preço do milho não cobre mais despesas, aponta relatório do Imea

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Mesmo que haja nítida retração sobre os custos operacionais da cultura, o preço atual da saca de milho já não cobre as despesas, alertam os analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Foto: Tony Oliveira/CNA.

É o que aponta a nova atualização sobre os custos de produção do milho alta tecnologia da safra 2023/24, feita pelo Imea, referente ao mês de maio.

O relatório apresentou retração no Custo Operacional Efetivo de 0,72% ante o mês anterior, e fechou em R$ 4.679,74 o hectare cultivado.

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“Essa queda no COE foi puxada pela retração do arrendamento -3,90%, operações mecanizadas -1,86% e insumos -0.34% (semente, fertilizantes, corretivos e defensivos) ante a abril. Apesar da queda no custo, o preço comercializado do milho no Estado da safra 2023/24 apresentou desvalorização significativa no último mês, chegando a R$ 32,78/sc e o ponto de equilíbrio (P.E.) para cobrir os custos com o COE ficou em R$ 42,52/sc, diferença de -22,91%. Dessa forma, é possível notar que o preço do milho já não cobre as despesas com o COE. Assim, considerando esse cenário de preços abaixo do P.E., seria necessário que o rendimento para a próxima temporada atingisse pelo menos 142,76 sc/ha para que um produtor modal consiga fechar os seus custos com o COE.”, explicam os analistas.

Ainda conforme o Imea, mesmo reajustando a expectativa de produtividade da safra 2022/23 para 110,05 sacas por hectare – alta de 4,20%, quando comparado com o último relatório e 7,65% ante a safra 2021/22 –, o rendimento atual ainda está aquém do necessário para o novo ciclo.

SAFRA EM COLHEITA

O levantamento de safra de milho para a temporada 2022/23 apontou a manutenção da área do cereal no Estado, estimado em 7,42 milhões de hectares, aumento de 3,78% ante a temporada 2021/22.

Essa projeção de incremento em relação à safra passada é reflexo da demanda mais aquecida e no início da semeadura para a temporada.

No que tange aos rendimentos, o Imea reajustou a expectativa de produtividade da safra 2022/23 para 110,05 sacas por hectare, alta de 4,20% quando comparado com o último relatório e 7,65% ante a safra 2021/22.

Esse cenário é reflexo do grande volume de áreas semeadas dentro da janela ideal (até o final de fevereiro), totalizando cerca de 80% das áreas de milho no Estado.

“Além disso, foi observado um maior volume de chuva e uma melhor distribuição das precipitações neste ano em relação a 2022 na maior parte das regiões do Estado, o que auxiliou no desenvolvimento vegetativo e produtivo do milho. No que se refere às regiões, os destaques são para a médio norte, com estimativa de rendimento de 112,56 sc/ha, sudeste com 111,83 sc/ha e oeste com 111,41 sc/ha”, explicam os analistas.

Por Marianna Peres/Diário de Cuiabá.

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