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Imea divulga relatório e prevê aumento de 2,92% na área plantada de soja em Mato Grosso

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O Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) divulgou na segunda feira (01) o relatório de safra para as culturas de soja, milho e algodão em Mato Grosso.

Plantio de soja em Canarana; Foto – AGR.

CONJUNTURA ECONÔMICA

No comparativo semanal, o dólar registrou queda frente ao real de 1,43%. A desvalorização da moeda é reflexo, principalmente, da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano na última quinta-feira (28) que registrou queda pelo segundo trimestre consecutivo. Tal fato gerou incertezas no mercado quanto a possibilidade do FED em continuar com a subida da taxa de juros caso uma desaceleração econômica venha de fato nos próximos meses.

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SOJA

O Imea manteve a projeção da safra 22/23 em 11,81 milhões de ha para o estado de Mato Grosso, aumento de 2,92% ante a safra 21/22. Além disso, restam menos de 45 dias para o fim do vazio sanitário e novas previsões de chuvas foram apresentadas pelo NOAA, ao qual apontou chuvas dentro das médias históricas para o mês de setembro. Contudo, o maior volume de precipitações está previsto para o mês de outubro, quando praticamente todo o estado poderá receber chuvas acima da média histórica. Por outro lado, espera-se que até o final do ano o fenômeno La Niña prevaleça em MT, o que pode gerar uma série de mudanças nos padrões climáticos, como atrasos nas precipitações no início da primavera em MT, desse modo postergando a semeadura da soja.

MILHO

Na última sexta-feira (29/07), Mato Grosso atingiu 97,95% colhido da área estimada de milho para a temporada 2021/22. No que tange as regiões, a nordeste passou a ser a mais avançada com 99,36%, seguido da médio-norte com 99,71% e norte com 99,36% colhido. Desse modo, com o avanço da colheita e o cenário reportado pelos informantes, o Imea decidiu manter em julho as estimativas de área e produtividade em 6,39 milhões de hectares e 102,10 sc/ha no estado, respectivamente.

ALGODÃO

O Imea divulgou a décima estimativa da safra 21/22 do algodão em MT. Dessa forma a área ficou prevista em 1,18 milhão de hectares, 22,43% superior à safra 20/21. No que tange à produtividade, essa ficou estimada em 265,29@/ha, 4,46% inferior à safra passada. Os fatores climáticos que afetaram as lavouras mato-grossenses, principalmente nas regiões centro-sul e oeste, levaram a esse menor rendimento. Por fim, diante do reajuste na estimativa de produtividade, a produção do algodão em caroço ficou projetada em 4,69 milhões de toneladas, 1,14% menor ante a estimativa passada.

BOI

Por conta do período de entressafra, no fechamento de jul.22, o preço médio da arroba do boi gordo e da vaca gorda registrou valorização de 4,73% e 5,04%, respectivamente, no comparativo com jun.22 e os indicadores fixaram-se na média de R$ 286,97/@ e R$ 272,05/@, na mesma ordem.

SUÍNOS

Na última semana de julho, o mercado de suíno vivo recuou 3,33% ante a semana anterior e fechou a média MT em R$ 5,68/kg. Por conta do menor poder aquisitivo do consumidor no final do mês, os preços foram pressionados neste período. Contudo, apesar dessa desvalorização, o fechamento da cotação de suíno vivo em julho apresentou aumento de 1,97% em relação a jun.22 e registrou média de R$ 5,83/kg.

LEITE

O preço pago ao produtor em julho, referente a captação de junho, apresentou aumento expressivo de 15,44% ante o mês anterior e fechou a média MT em R$ 2,81/litro, valor recorde na série histórica do Imea. A menor oferta de leite no campo, que apresentou recuo de 10,45% de mai.22 para jun.22 no Índice de captação de leite (Imea), impulsionou as cotações da matéria-prima para o período.

AGROINDÚSTRIAS

Conforme o indicador CEPEA/ESALQ, no último mês de jul.22 o etanol hidratado em Mato Grosso ficou cotado em R$ 3.615,84/m³, declínio de 14,91% no preço do biocombustível em relação ao mês anterior. Desse modo, o recuo está atrelado à redução nas cotações do petróleo Brent, ao avanço da colheita de milho no estado e, mais recentemente, à redução de alíquotas do ICMS, juntamente com o corte de impostos federais.

LOGÍSTICA

Após registrarem queda na semana passada, os preços dos fretes de fertilizantes valorizaram para as rotas com origem em Paranaguá (PR) nesta semana, devido a maior demanda por caminhões no período. Com isso o trecho saindo de Paranaguá (PR) e destino a Campo Novo do Parecis (MT) valorizou 2,47%, ficando cotado a R$ 264,03/t.

Por Assessoria.

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