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A área com algodão em Canarana-MT começa a ganhar espaço entre os produtores. Com exceção da Fazenda Cocal, do Grupo Bom Futuro, que planta oito mil hectares com a cultura, só havia mais um produtor no município, o Grupo Meta, que cultivava uma área considerada pequena. Porém, no atual ciclo, atualmente em colheita, vários produtores estão postando na cultura e somam, fora a Cocal, 1.150 hectares com algodão.

Meta Cotton; Foto – AGR.

A previsão do sócio proprietário da algodoeira Meta Cotton, Rodrigo Piccinini, é que a área com algodão em Canarana até a safra 2022/23, fora a Cocal, poderá chegar a quatro mil hectares. Se esses números se confirmarem, será uma aumento de quase 400% em relação à área atual desses produtores. A Meta Cotton é quem está beneficiando o algodão dos produtores locais que estão entrando na cultura.

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Conforme levantamento de Luan Tamiozzo, supervisor administrativo da Meta Cotton, nos mais de mil hectares atendidos pela empresa, a produtividade média na atual safra deve ficar em 250 arrobas por hectare, que depois de beneficiado, rende em média 40% de pluma, ou seja, em torno de 100 arrobas.

Meta Cotton; Foto AGR.

O preço do produto no mercado atualmente está na casa de R$ 170,00/@, já descontados os impostos. O custo fica na casa de sete mil reais por hectare. Para beneficiar a pluma, a algodoeira fica com o carroço, que é utilizado como ração em confinamentos de gado em Canarana.

“Eu acredito que a área vai quase dobrar na próxima safra, chegando próximo dos dois mil hectares com algodão entre os cooperados da Meta. E ela deve dobrar novamente no ano seguinte, indo para quatro mil. Municípios como Água Boa e Serra Nova Dourada também já vão plantar algodão na próxima safra”, disse Rodrigo.

Meta Cotton; Foto – AGR.

A capacidade de beneficiamento da Meta Cotton é de quatro mil hectares, funcionando em dois turnos de trabalho. Na atual safra, devem ser beneficiados em torno de 100 mil arrobas de algodão na Meta Cotton. Essa produção é comercializada no mercado interno e externo. Já a Cocal tem algodoeira própria na fazenda.

Conforme Tamiozzo, a cadeia do algodão, somente nesses mil hectares, gerou pelo menos 50 empregos em Canarana, entre a algodoeira, as lavouras, o transporte e as revendas. “Com quatro mil hectares, acredito que serão mais de 200 empregos, a mesma quantidade gerada atualmente pela cadeia do gergelim em quase 100 mil hectares”, disse Luan.

Se somarmos a produção da Cocal e dos cooperados da Meta, o valor bruto de produção do algodão em Canarana deve ultrapassar os 150 milhões de reais na atual safra, demonstrado, além dos empregos, o poder econômico que a cultura tem.

Por Rafael Govari e Lavousier Machry para AGRNotícias.

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