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O governo federal quer reduzir em 50% a dependência da importação de fertilizantes. O quadro se agrava desde o início da guerra na Ucrânia, já que a Rússia é grande exportadora do insumo. Por sua vez, a crise energética que atinge a China também afeta a disponibilidade dos insumos do planeta. Em audiência no Senado Federal, o diretor de projetos do Ministério da Agricultura, Luis Eduardo Pacifici, fala em diminuir a dependência. “Do ponto de vista de abastecimento, o monitoramento logístico e a diplomacia dos fertilizantes tem dado os efeitos para prever estoques suficientes para que o agricultor possa fazer seu plantio no começo do verão. O que nós queremos em 2050 é transformar uma realidade de 85% em 50%”, afirmou, citando que países como Jordânia, Egito e Marrocos podem começar também a fornecer produtos ao Brasil.

Plantio de soja em Canarana; Foto – AGR.

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Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário faz um alerta. “São necessários incentivo e apoio ao desenvolvimento de alternativas tecnológicas que tornem o Brasil menos dependendo do mercado internacional. O Brasil não pode esperar 30 anos, até 2050, para reduzir apenas 50% da dependência do mercado, onde não participa da formação de preços”, afirmou, defendendo o investimento em fertilizantes orgânicos. Na análise de Marcus Sidorukc, a cooperação internacional é importante para a melhoria tecnológica da produção de fertilizantes. O Brasil aparece como quarto maior consumidor de produtos, mas lidera a importação.

Por Jovem Pan.

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