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A cultura do feijão já era plantada em pequena escala nos municípios do Vale do Araguaia, em Mato Grosso. Com o crescimento da área plantada de gergelim e a chegada de empresas que trabalham com pulses, a área de feijão também começa a ganhar espaço nas lavouras.

Conforme o veterinário Charles Visconti, que trabalha para a Arbaza, uma empresa compradora e beneficiadora de pulses, ele estima que o feijão de todas as variedades ocupou 10 mil hectares na região do Vale do Araguaia, de Barra do Garças-MT a Vila Rica-MT. Segundo ele, desses números, três mil hectares são em Canarana-MT, o principal produtor.

O plantio do feijão praticamente já se encerrou, geralmente indo até o dia 20 de março. Conforme Charles, o ciclo do grão varia, mas vai de 65 dias no Mungo a 95 dias no Red Bamboo. “A produtividade média fica na casa de 20 sacas por hectare, podendo chegar a até 28, o que dá uma lucratividade bem interessante”, disse.

“O preço do feijão é muito instável, da mesma forma que está bom, pode rapidamente ficar ruim”, disse Visconti. A cotação atual do Mungo está em R$ 100,00 a saca, o Red Bamboo em R$ 120,00 e o Caupi em R$ 85,00. “Semana que vem pode vir a R$ 40,00. Essa é a realidade do feijão”, complementa.

O custo do feijão fica na casa dos 10 sacos por hectare, com preço firmado já em contrato. Isso tem dado mais garantias para o produtor, que até então temia plantar a cultura por conta da grande vulnerabilidade dos preços. As empresas que compram a produção, hoje cedem a semente e dão assistência, além de receber o pagamento em feijão.

A produção de feijão comprada pela Arbaza será beneficiada em Canarana, nas instalações que estão em fase final de construção ao lado da MT-326. Toda a produção comprada e beneficiada pela empresa vai para exportação.

Por AGRNotícias; Fotos – Charles Visconti.

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