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A estiagem está afetando lavouras de milho em praticamente todas as regiões do Mato Grosso. Um dos municípios mais atingidos é Água Boa-MT, no Médio Araguaia, onde os produtores estimam que as perdas já ultrapassam os 40% de quebra.

Lavoura de milho em Canarana; Foto – AGR.

Conforme reportagem da Aprosoja MT, na Agropecuária Jerusalém, não chove há mais de 30 dias, afetando milhares de hectares com milho, que sofreu com stress hídrico nas fases de desenvolvimento de enchimento de grão.

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Mesmo que chova, a situação das lavouras já é irreversível. Para amenizar os prejuízos, na Agropecuária Jerusalém, a massa verde será utilizada para fazer silagem. “Plantamos até o dia 21 de fevereiro e, desde então, só choveu 200 mm. Vamos fazer silagem, mas não será um baita produto”, disse o agrônomo Felipe Zmijervski.

Conforme o delegado do núcleo da Aprosoja de Água Boa, Marcos Bertol, a quebra na safra de milho em Água Boa, que alcançou 50 mil hectares plantados, já supera os 40%. “Foi uma safra complicada, com problemas na colheita da soja e agora estiagem na safrinha. Teve áreas que pegaram mais chuvas, mas no geral a quebra será superior a 40%”, acredita.

O vice presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, disse que muitas empresas estão estimando uma grande produção, o que não condiz com a realidade. “A gente sabe da quebra no milho, que sofre com mais de 20 dias sem chuva em muitas regiões. Mesmo que chova agora, o prejuízo já é grande”, colocou.

Já o presidente da entidade, Fernando Cadore, pede para que os produtores respondam o questionário que está no site da Aprosoja, sobre a real situação das lavouras. “Vai lá, responde às perguntas do questionário pra gente ter um apanhado da realidade”, pediu.

Por Rafael Govari para AGRNotícias.

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