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Canarana-MT sediou na manhã de quarta-feira (13), a Abertura Nacional da Colheita do Milho, na Fazenda Gaivota, da família Wisch. Mais de 400 pessoas acompanharam o evento. A realização foi da Aprosoja-MT, Abramilho e Canal Rural, que transmitiu ao vivo.

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Abertura Nacional da Colheita do Milho em Canarana; Foto – AGR.

A programação iniciou às 9h00 com painéis e debates, focados em mercado e etanol de milho. Logo após as máquinas foram ligadas para a simbólica colheita do milho, que deve produzir quase 40 milhões de toneladas em Mato Grosso e 115 milhões no Brasil.

Conforme o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, o milho deve se tornar a principal cultura do Mato Grosso em breve, mas ainda há desafios. “Temos problemas com armazenagem e vemos milho colocado ao relento. Por isso a Aprosoja tem trabalhado para viabilizar a construção de silos”, disse.

Marcos da Rosa, que é de Canarana e atualmente vice-presidente da Famato, foi na mesma linha e disse que a falta de armazéns atrasa a colheita e provoca prejuízos ao produtor. “A empresa que eu tenho contrato não tem capacidade de recebimento e eu estou tendo perdas. Por isso o produtor precisa se unir para construir armazéns”, opinou.

O apresentador e ruralista Glauber Silveira sugeriu que as pessoas tirem uma foto de Canarana agora. “O milho traz revolução e vocês vão ver o que será essa cidade daqui a cinco anos. Tirem uma foto de hoje para comparar depois”, falou.

Para o presidente da Unem (União Nacional do Etanol de Milho), Guilherme Nolasco, o etanol de milho provoca uma revolução. “O etanol de milho vem transformando cidades e isso vai acontecer também aqui, nessa economia circular gerada a partir do milho”, colocou.

A Fazenda Gaivota, que sediou a abertura, semeou 465 hectares com milho. A colheita está no final e a estimativa é fechar em 90 sacas, uma queda na produtividade vista em todo o Mato Grosso, reflexo da falta de chuva. “Após o pendoamento deu somente 70 mm de chuva. Se fecharmos acima de 90 sacas por hectare, estamos contentes”, disse o produtor e presidente do Sindicato Rural de Canarana, Alex Wisch.

O grande anúncio feito no evento foi sobre a instalação do Ctecno Araguaia em área própria, que irá estudar principalmente solos siltosos em uma área que será adquirida entre os municípios de Canarana e Água Boa. “A Aprosoja tem focado em pesquisas que trazem benefícios ao produtor. Serão investidos nos próximos cinco anos, mais de 50 milhões de reais em pesquisas”, anunciou o produtor de Canarana e vice-presidente Leste da Aprosoja-MT, Diego Dallasta.

Produtividade na Fazenda Gaivota deve ficar pouco acima de 90 sacas por hectare; Foto – AGR.

Por Rafael Govari para AGRNotícias.

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