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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgou a lista com os 100 municípios mais ricos do agronegócio do país. A análise foi feita com base nos dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), referente a 2020, feita pelo IBGE. A região do Vale do Araguaia, taxada até a primeira década dos anos 2000 como Vale dos Esquecidos, emplacou oito municípios entre os 100 mais ricos do agro brasileiro, representando por 8% do total.

Imagem – Divulgação.

Mais de um terço dos municípios (35) com maior valor da produção situa-se em Mato Grosso, sendo que 22% do total do Estado são de cidades do Vale do Araguaia. Mato Grosso do Sul vem em segundo com 13, Goiás 10, Bahia 09, Minas Gerais 08, São Paulo 06, Paraná 04, Pará 04, Rio Grande do Sul 02, Piauí 02, Maranhão 02, Pernambuco 01, Brasília 01 e Tocantins 01.

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Os 100 municípios classificados geraram em 2020 um valor da produção de R$ 151,2 bilhões, 32,0% do total, estimado em R$ 470,5 bilhões. Principalmente em Mato Grosso, a Agropecuária tem participação relevante no PIB do Estado, estimada em 21,36%. Soja, algodão e milho são os principais produtos responsáveis pelo sucesso desses municípios, pois carregam elevados níveis de tecnologia e de produtividade.

Em Sorriso-MT, que é o líder na geração de valor, a agropecuária representa por 26,65% do PIB do município, sendo que 52% foi obtido pela soja e 35% pelo milho. Sapezal-MT, maior produtor de algodão herbáceo do país, teve 54,4% de seu faturamento do agro vindo dessa cultura.

Dos oito municípios do Vale do Araguaia que integram a lista, o primeiro colocado é Querência, na 18ª colocação com valor de produção de 2,1 bilhões de reais, seguindo por Canarana com R$ 1,4 bi (37º), São Félix do Araguaia com R$ 1,4 bi (38º), Gaúcha do Norte com R$ 1,1 bi (51º), Água Boa com R$ 828 mi (78º), São José do Xingu com R$ 749 mi (89º), Novo São Joaquim com R$ 724 mi (93º) e Bom Jesus do Araguaia com R$ 702 mi (97º).

Até a primeira década dos anos 2000, a região leste do Mato Grosso era classificada como Vale dos Esquecidos, devido, principalmente, à falta de infraestrutura em logística. Muitas estradas da região continuam em péssimas condições, mas investimentos recentes melhoraram a logística, o que possibilitou a conversão de milhões de hectares de pastagens degradadas em lavouras.

Como o Vale do Araguaia possui muitas terras ainda para serem incorporadas na agricultura sem precisar desmatar, a tendência para os próximos anos, com a chegada da ferrovia e os investimentos nas rodovias estaduais, como as MTs 020, 100, 110, 109 e 326, o Araguaia se torne a segunda maior região produtora de grãos do Mato Grosso, com mais municípios ingressando na lista dos mais ricos do agro e outros melhorando de posição.

Como exemplo, a cidade de Canarana prevê que sua área plantada saia de 320 mil hectares com soja na safra 2021/22, para 400 mil hectares nos próximos anos. Já a área com milho de segunda safra deve ultrapassar 200 mil hectares e o gergelim, do qual é o maior produtor nacional da cultura, deve ocupar mais de 100 mil hectares.

Por Rafael Govari para AGRNotícias.

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